Confissões de uma ex não-machadiana

 

Não sou de reler os clássicos. Nem mesmo os livros que amei. Penso que ainda tenho livros maravilhosos para descobrir, e sou apaixonada pelos grandes contemporâneos.

Mas de vez em quando levo um susto. Como está me acontecendo agora com Machado de Assis.

Não me lembro quando li seus livros mais famosos, imagino que muito jovem. Tinha uma boa lembrança, claro, mas nada que me levasse a amá-lo de paixão, como desde a primeira leitura amei Guimarães Rosa, os Andrades, Graciliano Ramos, que li por volta dos meus 17, 18 anos. Devo ter lido Machado de Assis mais cedo, e estou relendo-o porque o grupo de leitura do qual participo decidiu ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, três semanas atrás e, neste momento, “Memorial de Aires”.

O susto que levei foi com o “Memórias Póstumas”.

Que prodígio!  Fiquei encantada com sua leveza, ironia, modernidade. Antes tarde do que nunca, entendi que ele foi realmente um gênio.  Tenho me divertido como há muito tempo não me divirto com um autor.

E já me penitenciei: que meus outros queridos abram um lugar para ele, pois se antes Machado de Assis não figurava em meu panteão, agora vai passar a figurar com destaque.

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