Sobre a tristeza

“A tristeza que impregnava Nadir a afastava das meninas que poderiam ser suas amigas. Meninas a quem essa maldade do mundo que ela parecia conhecer tão precocemente assustava; temiam, com obscura razão, serem contagiadas. Não queriam descobrir as coisas que faziam sofrer tanto assim. Os compridos olhos de Nadir postos nelas pareciam querer arrastá-las para sofrimentos que não entenderiam, e sobre os quais tinham pavor de saber.

A tristeza assim explícita é como um imã ao revés: afasta, dá medo. Quer-se fugir de perto.”

Trecho de um conto in progress

Esta entrada foi publicada em Sem categoria. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *